sexta-feira, 28 de maio de 2010

Quero ser poeta


Quero ser poeta
e escrever no que esteja à mão,
no teu corpo, no pensamento e no coração


simplesmente fazer versos
sonhar
divagar
com ou sem metrificação
usando apenas a emoção


falo com as minhas vozes
e com as dos outros
vozes distantes ou do momento
e sempre expressando o sentimento


mas não bastam palavras para ser poeta
é preciso ter Alma
e querer ser poeta.


sexta-feira, 7 de maio de 2010

Além

para meu amor, futura mãe dos meus filhos....

Carinho, ternura e lágrimas
são as vozes do coração

a tua língua e a minha língua
são coisas de língua
muito além do beijo


e o êxtase, puro êxtase
de puxar cabelos,
cravar na pele
e encharcar os pelos

pode ser física,
química,
espiritual,

E vai além....

sexta-feira, 16 de abril de 2010

glacial

teu olhar glacial
feriu-me
de morte

quero morrer
por inteiro

não de carne e osso
mas de alma
e de sombra

domingo, 21 de março de 2010

Pílulas de catarse 2


estilhaços
um a um
percorrem as entranhas
do espírito magoado
e melancólico


espasmos e cólicas
de dor
da miséria da condição humana
e do vasto interior do ser...


chego a uma conclusão:
vou tomar minhas pílulas de catarse
para cuspir a tristeza...





sexta-feira, 12 de março de 2010

Abriu a jaula de seus sentimentos


Abriu a jaula de seus sentimentos,
soltou todos.
Não quis mais saber de nada.
não adianta mais nada.

Não tem para onde ir.
Está encurralado.


Não tem mais o animal de dentro,
nem aquela vontade louca de matar.


Não usa mais aquele chapéu, nem os casacos imponentes.

Não causa mais tumulto quando passa pelos inimigos.

Não anda mais pelo território desconhecido,
que um dia
já foi experimentado.


Nem o dinheiro o agrada

Nem beijos o reanima

Nada.
Absolutamente nada.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Brilho da Lua

Quando não estás
penso em ti
com um jazz de fundo

abro a janela
e deixo a lua entrar

Coltrane e lua
dançam,
ou somos nós
refletidos no brilho da lua?

terça-feira, 9 de março de 2010

Morte em Vida

Na minha mudez
eu te falei,
tu não escutaste

Na minha surdez
eu te ouvi,
tu não falaste

Mutilado das pernas
fui à tua procura,
tu não estavas

Sem forças,
sem vida,
voltei
para minha Morte em Vida